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Mônica Piancastelli

A Alemanha é hoje um dos melhores destinos para quem quer fazer um programa de high school no exterior. Uma das mais tradicionais organizações de intercâmbio do país, a DFSR recebe dezenas de estudantes do mundo inteiro para participarem de um programa que dura de seis meses a um ano letivo. O número de brasileiros, entre 15 e 18 anos, cresce cada vez mais. Por que esses jovens escolhem aprender uma língua difícil num país onde as pessoas têm a fama de serem rígidas?
A verdade é que nem a língua é tão difícil, como costumam dizer os ex-intercambistas, nem os alemães são tão inflexíveis como no passado. O idioma é útil, pois é o segundo mais falado na Europa. Somam-se a isso outros bons motivos que impulsionam os estudos no país.
A Alemanha é a segunda economia mais forte do continente, o que, de certa forma, garante que as famílias anfitriãs tenham um padrão de vida mais alto. O povo tem a fama de viajar muito, principalmente pela Europa, levando consigo o novo membro da família.
Os primeiros programas de intercâmbio surgiram ali e é comum encontrar, em cada casa, alguém que já tenha morado no exterior. Dessa forma, os alemães costumam entender as dificuldades dos intercambistas e conseguem ajudar seus hóspedes a se transformarem em membros da família.
A Alemanha é um país que zela pela eficiência em vários setores. Um bom exemplo é o futebol. Engenharias, farmacologia, meio ambiente, filosofia, música e artes são fortes áreas de conhecimento. Muitos brasileiros viajam tendo em mente um plano de voo mais longo. Querem cursar um ano do equivalente ao ensino médio no país, para depois fazerem a faculdade também por lá. Para serem aceitos em uma universidade alemã, gratuitamente, devem apresentar um certificado de proficiência da língua e fazer um curso preparatório de um ano, o Studiemkolleg. Ao terminar, fazem a prova de “vestibular” alemão, o Abitur. Ao final, terão um diferencial que lhes garantirá maior empregabilidade, tanto na Europa quanto no Brasil.
A preparação para um programa bem sucedido deve, preferencialmente, começar dois anos antes da viagem. O DFSR pede que o estudante curse 120 horas de aula do idioma até o momento do embarque. Caso isso não seja possível, eles oferecem um curso de imersão de 60 horas/aula que tem início em meados de agosto. Nele, durante duas semanas, os estudantes moram em Heppenheim, uma charmosa cidade ao sul de Frankfurt, hospedam-se na residência da escola e participam de uma intensa programação cultural. Esse curso orienta os recém-chegados sobre os costumes locais, educação, vida social e em família. No início de setembro, cada estudante estará morando com sua nova família, geralmente em cidades muito pequenas. A vida, durante um ano, gira em torno de escola, esportes e família.
As escolas, em sua maioria, serão as públicas, chamadas gymnasium. Como no Brasil, o aluno entra em uma série específica e segue as matérias já definidas, cobrindo as áreas de ciências exatas, humanas e biológicas. A grade é ampla o suficiente para requerer a re-entrada em uma escola brasileira. Tirar boas notas não é tarefa difícil. Além das provas, leva-se em conta a participação do aluno com as tarefas em sala de aula - mostrar vontade de aprender conta ponto.
À tarde, os jovens seguem para clubes privados e academias, comuns até em cidades pequenas. Outras atividades populares são o teatro e as bandas de garagem, para quem sabe tocar algum instrumento. Além de ser um dos países mais baratos para estudar, é sempre um bom aprendizado conviver com um povo que leva a sério tudo o que faz. Como as vagas estão cada vez mais disputadas, é aconselhável se informar com ao menos um ano de antecedência. Visite o site do programa - www.dfsr.de ou o do seu representante no Brasil - www.iepbrazil.com